terça-feira, 5 de agosto de 2014

Vai uma chupeta aí?

Quando as meninas começaram a ganhar peso e “pularam o muro” (ler textos anteriores) da UTI era comum ver crianças com chupeta. Ainda dentro da UTI. Antes que alguém se espante isto é muito comum ok. Nada de errado. Mas aquilo não agradava a gente. Eu e a Maíra sempre fomos contra chupeta. Não tenho um motivo claro em minha cabeça, contudo mesmo sem muita profundidade nesta seara assumimos que bebês não precisam de chupeta e que o seu uso pode trazer consequências. E ponto final.
Durante esta fase acabei lendo que chupeta deixaria os músculos da face flácidos. Isso traria prejuízos na mastigação e deglutição. Algo que sabíamos que nossas pequenas guerreiras teriam devido a prematuridade. O desenvolvimento da fala também poderia ser afetado um exemplo clássico é o personagem dos quadrinhos Cebolinha, que troca o “R” pelo “L”. E para piorar cresci ouvindo histórias que a criança ficou “dentucinha” por que usou muito chupeta e por aí vai. 

Nos EUA onde fizemos nosso enxoval até compramos algumas chupetas e acessórios. E olha que chupeta tem um “caminhão” de formas, marcas e acessórios. O americano chama chupeta de “pacifier” e não é por acaso. Chupeta acalma os bebes mesmo. Basta ver a cena em qualquer lugar do planeta: bebê se esgoelando até chegar chupeta. E qual mãe que não recorre a uma chupeta para o bebê parar de chorar? Certamente a esmagadora maioria. Minha mãe quando veio ajudar até colocou uma na boca delas. Uma e única vez que isso aconteceu na vidinha delas. As minhas filhas nunca chuparam chupeta.
Entendo que bebes precisam e tem como um de seus poucos reflexos necessidade de sugar, quando estudante adorava brincar com os RNs nos famosos reflexos próprios dos bebs (“ponto cardeais, baby kiss”...) que demonstram o potencial de oralidade deles. Contudo, sempre achei que chupeta atrapalharia muito esse aprendizado.
Em nossa casa a chupeta foi substituída por “naninhas”. Paninhos que teriam o papel de acalmar elas. Com um detalhe: sem personalizar isso ao máximo possível. Não queríamos criar um vinculo com um único e depois ter uma dependência igual e convenhamos bem nojenta pela sujeira que se acumularia (leia-se: muita baba).
E finalmente este junho, mais um passo foi dado. Jogamos fora todas as naninhas. Fizemos um acordo com elas: cada comportamento errado jogaríamos uma foram, na verdade elas iriam jogar e isso foi uma experiência muito rica. A primeira a ir ao lixo foi repleta de choro e birra, mas com o passar dos dias elas viram que isso era punitivo e elas mesmas falavam: “mamãe vou jogar a naninha foia!” Foi lindo. Hoje substituímos por ursinhos e bonequinhos (o “Buno e Guígui” foram os últimos).
Assim minhas bebes dão passos largos para a fase: meninas!!! Próximo passo: fazer elas comerem sozinhas....
#blogdastrigemeas