quarta-feira, 12 de junho de 2013

FESTINHA DE 1 ANO

Todas as vezes que conversei com meus pais sobre as lembranças deles de festas de aniversários que tive, sempre a resposta é a mesma: a de 1 aninho sempre é a mais comentada. Eles falam com detalhes de tudo ocorrido e o que fizeram. Um dos detalhes mais divertido, pelo menos para mim, é que meu pai contratou um carrinho de picolé que passava na rua. Fico imaginando que o vendedor achou o máximo. Claro que na época tudo era bem diferente...

Após o nascimento, saída da UTI foram muitos meses de reclusão em casa e dificuldades múltiplas para nos adequar as meninas. Queríamos apresentar as meninas a família então ir a Recife no aniversário delas seria tudo de bom. Faríamos um 2 em 1. Aniversário e batizado. Minha irmã queria batizar nossa sobrinha de igual idade e combinamos de fazer uma cerimônia só. Perfeito. Achamos que 1 babá seria perfeito e que daríamos conta do recado com a família (claro que não deu nada certo, mas conto em outra oportunidade).
Primeira confusão: a mudança para Recife. Sim falo a mudança por que se sair com uma criança de casa já é difícil, sair com equipamentos para 3 era uma aventura. A saber: havia uma mala de 32 quilos de só delas e ainda carrinhos, brinquedos, roupas, mamadeiras... Decidi mobilizar a comunidade recifense para nos ajudar. Conseguimos 3 cadeirões de alimentação e 1 carrinho de bebe. Graças a Deus não precisaria levar (ou comprar) isso por lá!


Batizado com os avós
Segunda confusão: horário do voo. Lógico que teríamos que comprar voo no horário que não atrapalhasse a rotina rígida das meninas. E ainda precisaríamos comprar diretamente com a cia aérea, já que eram crianças de colo. Detalhe que não poderíamos ficar juntos no voo por uma questão técnica. Cada fileira só tem uma máscara de oxigênio a mais, ou seja se sentássemos juntos deveria ter 6 mascaras o que não existe (#ficaadica). resultado: cada um para uma fileira diferente. Além disso chegar no aeroporto foi mais uma aventura. Não tinha a menor condição de um táxi levar nossas malas. Impossível. tentei de tudo até tentar contratar a Van da TAM, mas no final o mais fácil foi descolar um motorista para nos levar e depois nos pegar. Nessa época a arquitetura par isso não foi fácil.

O voo em si foi tranquilo. Muito pouco choro e se me lembro bem ninguém vomitou. Fizemos uma técnica de dar uma mamadeira na subida e outra na descida pra não entupir os ouvidinhos delas (#ficaadica). Deu muito certo. Claro que durante o voo o trio chamou mais atenção que algumas celebridades que viajavam juntos. Na chegada havia uma caravana de gente para pegar as meninas. Dois carros a espera e muitas mãos.
No dia seguinte foi o batizado e a festa. Este primeiros decidimos usar uma roupa linda, mas muito quente. As meninas estrilaram. Suavam e choravam muito. Acabara a missa só de fraldas. Foi um dia memorável. Minha afilhada também se batizava e além de minhas filhas assumia, pela segunda vez, o papel de "pai" perante a igreja (com 6 anos fui padrinho de uma prima que hoje já é médica!). Emoção pura.
A mesa de lembranças
A festa foi em um buffet lindo. Minha irmã tomou a frente de tudo. Estava impecável. muita diversão e alegria. As meninas se comportaram maravilhosamente bem. De braço em braço todos queriam pegar e beijar e elas sempre de muito bom humor. Aproveitaram os brinquedos e princialmente a piscina de bolinhas.O tema era meninas super poderosas, não poderia ser diferente. Estavam a carácter! lindas demais. No parabéns curtiram sair da nave espacial nos nossos braços e brincaram (destruíram!) muito com a mesa cheia de brinquedos e luzes. O final do parabéns ainda teve uma surpresa. Um bolo para mim já que era o meu aniversário.
 
Foi maravilhoso. Sempre que posso agradeço minha irmã (e claro todos que ajudaram a ela) por tudo aquilo. Os brindes foram baldinhos de praia que trouxemos de SP (se não bastasse tudo que tínhamos trazido). A sorte é que meses antes minha sogra trouxe um pedaço dos brindes. A festa foi  um acontecimento!
As meninas ganharam muitos brinquedos. Foi divertido abrir com elas os pacotes. elas se divertiam com os brinquedos e com os pacotes. Quem tem filho sabe que ganhar um presente é diversão garantida. Ate hoje esta festa rende lembranças. Seja pelas fotos ou pelas DVD. Até por que as meninas a-d-o-r-a-m assistir o DVD das superpoderosas!
Hoje facilmente entendo por que meus pais sempre falam da minha festa de 1 aninho. O das meninas não esquecerei nunca.
+Vamberto Maia Filho


quarta-feira, 15 de maio de 2013

FORÇA TAREFA

As vésperas das meninas chegarem em casa, estávamos como loucos tentando elaborar uma forma de nos preparar. Minha sogra e mãe se destambocaram de Recife para nos ajudar por 4 meses iniciais. Dali em diante era por nossa conta e risco. Primeiro minha sogra e depois minha mãe. Sem elas não sei o que seria de nós. Além delas, ajuda extra era vital. Leia-se: babás.


Nossa peregrinação começou de uma forma engraçada. Estávamos (ainda grávidos e as vésperas de saber do problema com Alice) em Alphavile na casa de uma grande amiga para confraternizar e dentro do condomínio encontramos uma babá com duas crianças (era a babá dos filhos do Luciano da dupla Zezé & Luciano Camargo). Minha esposa puxou conversa e ela falou que trabalhava por alguns meses com o casal (uns 6 meses) e que já estava acabando aquele trabalho. Pareceu muito esclarecida, dirigia e tinha vários cursos de babás e segurança infantil. Entrava na segunda e saia no sábado. Perfeito!!! Mas quando fomos falar sobre o salário, ela ganhava mais que eu!!! Obviamente desistimos, mas ela nos deu ótimos contatos e daí iniciou nossa busca.

Foram várias entrevistas e escolhemos uma. Excelente mesmo. Ela achava que sozinha daria conta (bobinha) e durante a noite nos (bobinhos) daríamos conta do recado. Insano é o termo. A nossa experiência foi de terrível a pior. Decidimos contratar alguém para a noite. Não foi fácil convencer minha esposa disso. Ela achava que o certo era a gente ficar. É muito complicado mesmo, mas não tinha jeito. Era isso ou uma crise nervosa/ estafa/ lexotan/ manicômio... E assim começou a ciranda de babás.
  


A primeira foi uma auxiliar de enfermagem que queria fazer “um bico” e vinha noite sim e noite não (a depender da sua escala). Noite sim e noite não era o caos. Durou pouco lá em casa, afinal ela tinha outro emprego
. Depois veio uma enfermeira indicada pela pediatra. Foi excelente. Profissional e dedicada, amava as meninas. Mesmo! Ficou conosco pouco mais de 6 meses, mas infelizmente (felizmente para ela) arrumou um emprego como enfermeira e pediu para sair. Mantivemos o contato ainda por muito tempo.

Muitas outras passaram, muitas mesmo, até que conseguirmos dar o jeito que dura até hoje. Escala de 12/36. São duas babás que se revezam noite sim noite não durante a semana, igual a hospital e com plantões de 24 horas no final de semana. Foi perfeito. As minhas babás adoraram e nós também. Foi à solução para a noite. 

Durante o dia decidimos que uma pessoa só não daria certo (às vezes o obvio não salta aos olhos), contratamos outra. Essa dupla foi muito, mas muito importante para nossa família. Divertidas, inteligentes e principalmente, adoravam as meninas. Infelizmente o tempo e (em minha opinião) situações que surgiram fez clima azedar. Não teve acordo. Ambas pediram para sair ao mesmo tempo após 1 ano e 8 meses. Foi o caos. Ficar sem as duas de vez foi muito difícil, mas não tinha volta. Era o que era. Um monte de gente passou, mas decididamente o nosso padrão de exigência estava muito alto. As babás antigas eram muito boas. Foi mais de 2 meses de troca de gente, passamos por cada coisa, vixe quantas... Quando tudo parecia que ia dar errado. Acertamos com outras duas: uma evangélica fervorosa e uma ex-passista de escola de samba! Tinha tudo para dar errado, e deu. A dupla se desfez quando a nossa querida evangélica sumiu e de uma forma muito aprazível: desapareceu no dia que pegaria o avião conosco para Recife, nas nossas esperadas férias de final de ano!

Com os Avos na viagem na dita viagem a Recife



Hoje temos 4 funcionárias e uma folguista. Meus amigos falam que tenho uma microempresa. Isso por que não conto com a nossa mais que querida folguista dos finais de semana. As meninas amam cada uma delas.  

Às vezes fico sem acreditar que tenho tanta gente conosco, mas em minha opinião, são mais que importantes. Não tenho aqui coragem de dizer que isto que fiz é o melhor. Não tenho família em SP e isso foi o que deu para fazer. O custo dessa brincadeira é alto (e olha que o lado financeiro nem é o pior), mas foi a nossa solução. Tenho uma amiga que também tem trigêmeos e que cuidou deles muito tempo sozinha. Ficou traumatizada depois que descobriu que uma babá colocava Dramin® no leite das crianças para dormir. Um escândalo né. Outra amiga mãe de tri-japinhas lindos falou um dia que ficaria com os meninos até o final da licença maternidade e depois voltaria a trabalhar igual a antes (ela trabalha embarcada na plataformas da Petrobras), e cumpriu!!! Minha ídolo!!!. Ela tem uma babá maravilhosa que é super e mais uma que se reveza e esta muito contente.  

Acho que cada história tem uma forma de ser contada. Vou convidar estas duas amigas para contarem um pouco delas e de suas experiências com babás.  

E você, qual é a sua experiência? Se quiser compartilhar, será bem vindo!

@vambertomaia
#vambertomaia



quarta-feira, 27 de março de 2013

A ROTINA DAS TRIGÊMEAS

A chegada das meninas a nossa casa foi definitivamente transformadora. De imediato tivemos que adotar toda rotina da UTI a nossa. Só com uma diferença a equipe da UTI é composta de mais de 30 funcionários em dois turnos e a minha só eu, a Maira e durante 3 meses minha sogra e mãe se revesaram na ajuda. Prometo que falarei sobre isso em outra crônica, pois merece. Por enquanto vamos na adequação.
              
As meninas comiam a cada 3 horas e Maira amamentava todas exclusivamente na UTI. Dá para acreditar! Ela foi imbatível. Mas em casa não dava certo. Ela ainda conseguiu por quase mais um mês, mas o volume de leite que elas exigiam inviabilizou a lactação. Mas 3 meses foi algo que tenho muito orgulho de falar. Um feito dígno da super mãe maíra. E falo isso pelo lado econômico também. A lata que as meninas tomavam (PreNam) custava a bagatela de R$90,00 e dava para 3-4 dias!
             
Além de comer tinha que trocar a fralda para evitar assaduras. Ou seja 8 fraldas trocadas por dia vezes 3 meninas davam 24 fraldas dia = a 900 mês. Fiz a alegria de muita loja de vendas de fraldas em SP. Recomento a JN no Pari, mas a Alô bebe e a BebeMix fizeram muitas vezes preços imbatíveis. Ficava sempre atento a oportunidades e comprar as vezes mais de 2 mil fraldas de uma vez. E que venha o cheque especial!

Amamentando as 23hs
              
Por fim as medicações que eram controladas: ferro, adição vitaminas (geral e D) e para refluxo (da Alice). Era impossível memorizar tudo isso. Então vasculhando na internet vi a ideia de tabelas. Alguns faziam grandes como cartazes. As nossas eram em folhas e A4 mesmo. Adicionei ainda entradas e saídas (vulgo coco e xixi), assim controlávamos: quanto ingeriu de leite, medicações tomadas e coco/xixi. Foi graças a isso que nunca perdemos uma medicação e algumas vezes observamos constipação. Era insano controlar, mas necessário. Fiz também tabelas em Exel para levar a pediatra, assim era preciso saber estes dados para seu crescimento. Ela achava ótimo claro!
               
As sonecas sempre foram um problema. Fizemso de tudo apra que todas dormissem e acordassem sempre juntas. Seria inviável ter que respeitar a individualidade de cada uma. Mas a natureza ajuda nesta hora e isto não foi um problema Estabelecemos que dia era dia, então muita claridade. Deixamos claro que noite era escuro. Para dormir! E funcionou. 
              
Controlar a rotina era uma questão de sobrevivencia delas e dos pais. Controlávamos tudo mesmo. As pessoas costumam a me perguntar como foi possível isso. Muito trabalho e perseverança. Seja militar. Você só tem a ganhar. Pode ser doido no começo, mas a longo prazo é fantástico. Graças a isso hoje as meninas tem horário para brincar e dormir e vamos acrescentando

Disponibilizo a nossa 2a tabela (modificada apenas pela diminuição de horários!


segunda-feira, 11 de março de 2013

O QUARTO

É logico que a nossa vida na maternidade foi um período tenso e cheio de incertezas, mas tínhamos certeza que passaria. E assim foi. Dia 01/01/2011 recebemos alta e levamos a turma para casa (Clarinha veio 2 dias depois). E como costumo dizer a vida recomeçou.
              
Você tem ideia do que é ter 3 bebês em casa. Logística é uma questão e sobrevivência e sanidade mental. Não necessariamente nesta ordem. Tudo muda e ninguém tem isso planejado. Procurei muito em internet, livros e revistas. TODOS só penam em gêmeos no plural de 2 e nunca de três. Mas faz sentido, as chances de um casal conceber, espontaneamente, trigêmeos e de 1: 512.000 nascidos vivos. Eu mesmo não me preocuparia com isso não é.

Vou tentar agora dividir como nos lidamos com isso em várias crônicas, nesta falarei do quarto.

Nosso projeto de vida era 01 filho, então nossa casa estava projetada para isso. 2 quartos estava para lá de bom. Até por que são enormes. Enfim tínhamos que dar um jeito. Colocar 3 berços, uma cama, uma cadeira de aleitamento e um trocador foi o 13º trabalho de Hércules.

Muitos blogs oferecem suas próprias soluções e nas metragens mais incríveis. Vi um casal que colocou os bebes em um berço só (achei a ideia excelente e criativa, mas minha esposa quase me matou por pensar nisso!). Muitos optaram por retirar os armários e trocador do quarto para ganhar espaço e evitar barulho. Outros não colocavam a cama da babá. Nos conseguimos tudo isso.
1º passo: adequar conteúdo a continente. Não tenha medo de empurrar para cima e para baixo. Pense que você esta fazendo parte de um quebra cabeça, só que além de adequar as peças têm que agradar ao gosto da mãe!

2º: passo: aos que já montaram algo um dia sabem que alguma peça pode sobrar. No nosso caso o banco de apoio ao pé da cadeira de aleitamento ficou em baixo do berço. Mas usamos ele muito viu.

3º passo: comprar bem os móveis. Trena e boa lábia são importantíssimas. Trena para medir os berços e saber que cabem. Lábia para conseguir um bom desconto. Não é todo dia que um só casal compra 3 berços! Lojas em feiras para bebes são um bom local para pegar vários orçamentos em um só dia e depois pechinchar. Não compre no mesmo dia sem ter absoluta certeza que cabem em seu quarto. Dica o berço americano é mais caro na compra, mas dura muito mais. Os nossos ainda cabem as meninas.

4º passo: decoração. Por tudo que é mais sagrado não percam mais espaço com isso. Usem uma decoração simples e cortinas leves que possam ser lavadas facilmente. Você não quer um local para acumular pó.

Pesquise bem tudo isso e tenho certeza que acharam várias soluções. Se precisar de mais dicas me peçam!

As fotos são do quarto delas ao nascimento e hoje o que muda é que estão em caminha.



 +Vamberto Maia Filho
+Vamberto Maia Filho