As vésperas das meninas chegarem em casa, estávamos como
loucos tentando elaborar uma forma de nos preparar. Minha sogra e mãe se destambocaram
de Recife para nos ajudar por 4 meses iniciais. Dali em diante era por nossa
conta e risco. Primeiro minha sogra e depois minha mãe. Sem elas não sei o que
seria de nós. Além delas, ajuda extra era vital. Leia-se: babás.
Nossa peregrinação começou de uma forma engraçada. Estávamos (ainda grávidos e as vésperas de saber do problema com Alice) em Alphavile na casa de uma grande amiga para confraternizar e dentro do condomínio encontramos uma babá com duas crianças (era a babá dos filhos do Luciano da dupla Zezé & Luciano Camargo). Minha esposa puxou conversa e ela falou que trabalhava por alguns meses com o casal (uns 6 meses) e que já estava acabando aquele trabalho. Pareceu muito esclarecida, dirigia e tinha vários cursos de babás e segurança infantil. Entrava na segunda e saia no sábado. Perfeito!!! Mas quando fomos falar sobre o salário, ela ganhava mais que eu!!! Obviamente desistimos, mas ela nos deu ótimos contatos e daí iniciou nossa busca.
Foram várias entrevistas e escolhemos uma. Excelente mesmo. Ela achava que sozinha daria conta (bobinha) e durante a noite nos (bobinhos) daríamos conta do recado. Insano é o termo. A nossa experiência foi de terrível a pior. Decidimos contratar alguém para a noite. Não foi fácil convencer minha esposa disso. Ela achava que o certo era a gente ficar. É muito complicado mesmo, mas não tinha jeito. Era isso ou uma crise nervosa/ estafa/ lexotan/ manicômio... E assim começou a ciranda de babás.
A primeira foi uma auxiliar de enfermagem que queria fazer “um bico” e vinha noite sim e noite não (a depender da sua escala). Noite sim e noite não era o caos. Durou pouco lá em casa, afinal ela tinha outro emprego. Depois veio uma enfermeira indicada pela pediatra. Foi excelente. Profissional e dedicada, amava as meninas. Mesmo! Ficou conosco pouco mais de 6 meses, mas infelizmente (felizmente para ela) arrumou um emprego como enfermeira e pediu para sair. Mantivemos o contato ainda por muito tempo.
Muitas outras passaram, muitas mesmo, até que conseguirmos dar o jeito que dura até hoje. Escala de 12/36. São duas babás que se revezam noite sim noite não durante a semana, igual a hospital e com plantões de 24 horas no final de semana. Foi perfeito. As minhas babás adoraram e nós também. Foi à solução para a noite.
Durante o dia decidimos que uma pessoa só não daria certo (às vezes o obvio não salta aos olhos), contratamos outra. Essa dupla foi muito, mas muito importante para nossa família. Divertidas, inteligentes e principalmente, adoravam as meninas. Infelizmente o tempo e (em minha opinião) situações que surgiram fez clima azedar. Não teve acordo. Ambas pediram para sair ao mesmo tempo após 1 ano e 8 meses. Foi o caos. Ficar sem as duas de vez foi muito difícil, mas não tinha volta. Era o que era. Um monte de gente passou, mas decididamente o nosso padrão de exigência estava muito alto. As babás antigas eram muito boas. Foi mais de 2 meses de troca de gente, passamos por cada coisa, vixe quantas... Quando tudo parecia que ia dar errado. Acertamos com outras duas: uma evangélica fervorosa e uma ex-passista de escola de samba! Tinha tudo para dar errado, e deu. A dupla se desfez quando a nossa querida evangélica sumiu e de uma forma muito aprazível: desapareceu no dia que pegaria o avião conosco para Recife, nas nossas esperadas férias de final de ano!
| Com os Avos na viagem na dita viagem a Recife |
Hoje temos 4 funcionárias e uma folguista. Meus amigos falam que tenho uma microempresa. Isso por que não conto com a nossa mais que querida folguista dos finais de semana. As meninas amam cada uma delas.
Às vezes fico sem acreditar que tenho tanta gente conosco, mas em minha opinião, são mais que importantes. Não tenho aqui coragem de dizer que isto que fiz é o melhor. Não tenho família em SP e isso foi o que deu para fazer. O custo dessa brincadeira é alto (e olha que o lado financeiro nem é o pior), mas foi a nossa solução. Tenho uma amiga que também tem trigêmeos e que cuidou deles muito tempo sozinha. Ficou traumatizada depois que descobriu que uma babá colocava Dramin® no leite das crianças para dormir. Um escândalo né. Outra amiga mãe de tri-japinhas lindos falou um dia que ficaria com os meninos até o final da licença maternidade e depois voltaria a trabalhar igual a antes (ela trabalha embarcada na plataformas da Petrobras), e cumpriu!!! Minha ídolo!!!. Ela tem uma babá maravilhosa que é super e mais uma que se reveza e esta muito contente.
Acho que cada história tem uma forma de ser contada. Vou convidar estas duas amigas para contarem um pouco delas e de suas experiências com babás.
E você, qual é a sua experiência? Se quiser compartilhar, será bem vindo!

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