Nesta semana fui pegar as meninas na escola e encontrei com
o marido de uma ex-paciente minha. A filha deles está também na mesma escola.
Batemos um rápido papo e ele me confidenciou que faz todo o possível para pegar
a filha. Ele agora tem horários mais flexíveis e ficamos falando sobre isso. Foi
muito interessante notar que muitos outros homens também estavam por ali para
pegar seus filhos. Tive uma epifania que o mundo realmente mudou.
Sou um homem de sorte. Tenho o privilégio de almoçar quase
todos os dias em casa e ainda levar e pegar as meninas na escola. Algo que faço
com muito carinho e dedicação. Fico triste quando não consigo. Meu pai, por
exemplo, nunca me levou, pegou ou mesmo foi assistir um jogo meu na minha época
de atleta. Outros tempos, outras necessidades laborais.
Ainda na conversa com o meu paciente ele me lembrou, algo o
qual não esqueço, que esta fase passa muito rápido e o ideal é tentar
aproveitar isso ao máximo. Clichê, mas a pura verdade. Cada esforço meu ficará registrado
em minha memória. E isso é o que quero. Olhar para trás e saber que sempre
estive por perto. Talvez em breve elas não queiram mais a minha presença. Será?
Sei lá!
| aula sobre brincadeiras "nordestinas" |
Eu realmente tenho esta filosofia. Quero ficar perto dos
meus filhos. Quero levar eles a escola (pessoalmente não gosto de “perua”
escolar), participar das atividades disponíveis aos pais dentro do colégio, nem
que para isso tenha que diminuir um pouco seu trabalho ou quem sabe se
reprogramar nas atividades do serviço. Ainda não tenho maturidade suficiente,
nem estrada paternal para isso, mas se puder palpitar é que na partida trabalho
vs filhos os últimos têm que ganhar de goleada sempre.
Aproveito para ir além. Fora da escola mantenho o mesmo princípio.
Procuramos saber o que está acontecendo em sala de aula e tentamos repetir as
atividades em casa. Se a época é de construir um robô, junto lixo e faço um
também. Se a ideia é trava-língua por que não dar mais opções a eles e a cada
oportunidade faça as suas próprias. Se trazem livros, leia-os. A escola dá
muitas opções e alternativas. É algo fascinante que mesmo sem saber ler elas narram
a história só de ver as figuras e ainda nos corrigem se sentirem a falta de
algum trecho que pulamos.
Não quero ser um superpai, onipresente na vida das meninas,
pois jamais conseguirei. Amarei cada minuto que pude estar com elas. Darei
muitos beijos e abraços. E muitos esporros também! Esta pré-escola será um
trampolim para elas, e por que não, para mim. Quando esta fase acabar novas
alunas (e cobranças) surgiram. Até lá amarei poder ter vivido isso da forma que
sempre sonhei.
#blogdastrigemeas
@vambertomaia
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